Femmes & Sports: 2023, o ano da neuroarquitetura e do design biofílico
Femmes & Sports Magazine edição de maio de 2023
Vinda diretamente dos Estados Unidos, a neuroarquitetura chega à Suíça francófona por meio de Renata Koglin, arquiteta de interiores e fundadora da Renata Koglin Interiors. Muito mais do que uma simples tendência de design de interiores, a neuroarquitetura se baseia na emoção sentida dentro de um espaço, com o objetivo de estimular o cérebro, incentivando a criatividade e a concentração e favorecendo a memória, para mais bem-estar a longo prazo.
A neuroarquitetura no cruzamento entre a neurociência e a arquitetura
A neuroarquitetura está na interseção entre a neurociência, a psicologia e a arquitetura. Ela se apoia no conhecimento cada vez mais aprofundado do funcionamento do cérebro, com o objetivo de estimulá-lo e de explicar as emoções que sentimos quando estamos em determinado ambiente ou espaço. Cada reação é pessoal: enquanto alguns se sentem melhor em um ambiente cheio de verde, outros preferem espaços envidraçados ou materiais como o concreto ou a madeira. A neuroarquitetura também desperta as vivências de cada um, o ambiente em que cresceu na infância e o tipo de interior que nos tranquiliza ou, ao contrário, nos angustia.
Hoje, o design de interiores dá mais um passo em direção ao bem-estar, uma noção cada vez mais integrada à arquitetura. Além dos parâmetros técnicos de legislação, ergonomia e conforto ambiental, indicadores subjetivos como a emoção e a felicidade passam a ser considerados para criar ambientes que otimizem o comportamento humano e o bem-estar. Sua aplicação é ampla e pode abranger tanto o interior da própria casa, apartamento ou chalé na montanha quanto escritórios de empresas, hospitais, salas de espera ou restaurantes, por exemplo.
Renata Koglin, fundadora da Renata Koglin Interiors: ” Sempre em busca de formas de causar um impacto positivo na vida das pessoas, decidi me especializar em neuroarquitetura e design biofílico. Com uma compreensão mais profunda de como os diferentes elementos sensoriais podem impactar as emoções das pessoas, meu objetivo é trazer equilíbrio e harmonia psicológica para transformar interiores, casas ou escritórios e, consequentemente, mudar vidas.”
O design biofílico coloca a natureza no centro dos espaços
A biofilia faz parte da neuroarquitetura e significa o amor pela natureza incorporado a ambientes com verde e elementos naturais. Um projeto biofílico busca melhorar a qualidade e a circulação do ar, o ritmo cardíaco e o bem-estar de
modo geral. Integrar plantas de interior e padrões naturais melhora a experiência multissensorial e estimula a conexão visual. Os materiais naturais, a presença de água e a luz natural representam, entre outras, tendências do design biofílico.
Renata Koglin, fundadora da Renata Koglin Interiors: “Na Suíça, passamos muito tempo em ambientes fechados porque a estação fria é longa e escura. Perdemos o contato com a natureza, que no entanto faz parte das nossas necessidades fundamentais. Meu objetivo é oferecer soluções de design de interiores que tenham impacto no bem-estar das pessoas a longo prazo. A neuroarquitetura e o design biofílico não são uma simples tendência: são hoje uma reflexão de fundo que os arquitetos precisam fazer e que desejo consolidar na Suíça francófona, tanto em ambientes privados quanto públicos.”